16.6.11
26.5.11
sem título - 101
tão bela Lua
que de prata, a lagoa, risca
inunda a visão
enquanto Alvin Lee se encarrega da audição
angutia-me não sentir o cheiro da noite
nem mesmo dos carros que circulam sob a janela
inodoro mundo ao redor
vem tu oh Lua
inundar os sentidos que me restam
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Juliano Detoni
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26.5.11
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23.5.11
23.4.11
sem título - 100
Sem palavras
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Juliano Detoni
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27.12.10
22.12.10
sem título - 099
eremita
andarilho
cigano por opção
apaixonado
esta é uma emoção
que cria existir apenas uma
quando na verdade,
olhando ao redor..
nenhuma
nenhuma que tal coração
bata com aquele frio
frio na espinha
onde estará agora
aquela tempestade
que pintam as ondas de branco
estufam a vela e o peito
agora esta calmaria
que venha a tempestade
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Juliano Detoni
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25.11.10
sem título - 098

aquele 20 postagens depois do 78
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8.11.10
sem título - 097
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6.11.10
sem título - 096
can can
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18.10.10
outras palavras - 001
"não poderia ser diferente
"Uma folha em branco faz a gente pensar no que escrever.Eu não. Simplesmente a folha em branco já me faz saber o que escrever.As pessoas são diferentes e agem diferentemente uma das outras.É por isso que eu sou diferente e penso no que escrever antes mesmo de escrever.Por exemplo, agora não tive tempo de pensar no que escrever, mas a minha mão já se acostumou com o ritmo frenético de escrever que antes mesmo que eu pudesse pensar em algo minha mão já escrevia.As idéias borbulham em minha mente...Não sei o que faço para ser normal; intitulada de normal.Eu sou normal dentro do meu conceito;Eu não sou louca...As loucas não sabem o que escrever...Eu sei...Então é isso? As pessoas é que são loucas?Realmente é assim: eu sou normal porque sei o que escrever; as pessoas são loucas porque não sabem o que escrever.E as colocações? E a conjugação correta do verbo?Tem que fazer tudo isso?Saber o que escrever não é saber escrever...As leis da língua portuguesa nos norteiam.Mas...Quem me garante que a língua portuguesa está correta?Se o texto e a criação são meus eu redigo conforme minhas leis...Ah então estamos falando da licença poética...Que bom! Realmente a língua portuguesa é correta.Eu escrevo errado e ela me protege com a licença poética...Por quê?Para fazer uma poesia é necessário errar?Não.Mas eu erro você erra e nós erramos.Não paremos, pois “a vida é efêmera”.“Vivamos intensamente”...Não é um pedido, mas uma ordem...Conjuguei o verbo viver propositadamente no modo imperativo,Porque se não se obriga, não se cumpre.O ser humano é assim: até para viver precisa de ordem.Que patético! Mas vamos terminar pelo menos a folha...Vamos? Quem vai?Somente EU estou fazendo esse texto...Então não é “vamos”, mas sim “vou”!Estou sendo prolixa em minhas idéias...O que queria e acredito que tenha conseguido mostrar é a capacidade do ser humano em improvisar textos que não são obrigatórios.A lei nos inibe e ameniza nossa capacidade de raciocinar em prol de uma dissertação.Temos que nos limitar a um assunto.Sou a favor da liberdade de produção de texto!Mas isso não é possível.Tudo bem.Um dia quem sabe isso mude.Enquanto isso eu fica aqui na esperança de o mundo mudar e ser normal.""Edna Gomes"
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14.10.10
sem título - 095
pois de repente as palavras sumiram..
e aquelas que tão facilmente saiam
tal qual letras que flutuam
pelas músicas que encaixam com teu sorriso
exalam a alegria que emana
tão fluida
por certo, de sorte tal
este homem que a tomar pra si
traz-me a adolescência na sua presença
rara presença
urgência dos sentidos..
som, o som de uma voz tão ímpar... única
hábito quase diário de observar o riso estático
a mulher de olhar melancólico hipnotizante
mulher aquela que consegue me perturbar!
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Juliano Detoni
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28.9.10
22.8.10
Ane Amarilo
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10.5.10
sem título - 094
O restaurante já foi considerado um bordel em outra época,
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Juliano Detoni
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3.5.10
sem título - 093
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2.4.10
29.3.10
sem título - 091
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22.2.10
19.2.10
sem título - 090
São os bipes alternados das caixas registradoras
que levam a mente fluir
entre bipe e outro
Cada peça em seu lugar
a engrenagem azeitada
Monótono ofício de registrar números
abre a gaveta
confere dinheiro
confere troco
fecha gaveta
e mais
bipe aqui
bipe ali
bipe lá
bipe aqui
bipe lá
digite a senha por favor
obrigado
[volte sempre não se usa mais,
pois, obviamente, votaremos sempre]
então a mente desprende
percebe neste patético ofício
não é o desenho
não é o ganho
nem o gasto
tudo é pasto
é capim de papel
que alimenta
o ir
o vir
com sumir
mas o que alimenta o sonho
aquele de goiabada
é o saber que existe
no mundo
outro ser
que viva na mesma leveza
de notas e cifras
tão diferentes
tão bem desenhadas no ar
o ser
que plana, leve,
mesmo que em pensamento.
a leveza da liberdade
sustentada pelo pesado fardo
da solitude
o sonho [aquele de goiabada]
que dia a dia
se abra o peito
semeie
plante
povoe o pensamento
até tomá-lo,
este ser,
por completo
de ti,
que flutua em
seus pensamentos
dissonantes,
quero apenas
todo teu ser
apenas para todo
nosso sempre
para queimar em desejos
saciar nos passeios
embebedar nas divagações [sem fim]
comover em silêncios
explodir no riso
para desejar cada pedaço molhado,
do duro mamilo à boca sedenta,
do ponto ao laço,
toda esta mulher
por baixo da toalha
que vai cair
que castigue minha derme
com vermelhas unhas cravadas
que sacie meu ouvido
com gemidos
sussuros
teus gemidos
teus sussurros
aqueles que somente
se forem os teus
e de mais ninguém
bipe aqui
bipe lá
bipe aqui
bipe
bipe
bipe lá
bipe ali
pergunta aqui:
- mais alguma coisa senhor?
largo sorriso:
- não, moça, apenas isso.
[o pensamento]:
- não moça nada,
que você possa resolver... =]
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Juliano Detoni
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19.2.10
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